Panfletos!

Meninxs, vou divulgar aqui os panfletos para a impressão coletiva. Se puderem imprimir ou xerocar já será de grande ajuda! O link para melhor qualidade é só clicar em cima das imagens que será direcionado.

Panfleto 1 –

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Panfleto 2 –

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Divulguem, meninxs!!!!

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Quatro mulheres por dia são agredidas em Ribeirão Preto.

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Em 21 de fevereiro, uma mulher de 42 anos, moradora do Ipiranga, foi agredida física e verbalmente pelo homem com quem morou por uma década, se separou e voltou a conviver no início do ano. Ameaçada de morte e com ferimentos nos braços, ela procurou ajuda policial.

“Essa não foi a primeira vez”, disse ela na ocasião, revelando que já havia registrado boletim de ocorrência contra o companheiro por lesão corporal.

Casos assim são frequentes em Ribeirão Preto. Em média, duas mulheres por dia são agredidas na cidade por seus companheiros. Se contabilizados todos os casos de agressão contra mulheres, o número dobra: quatro por dia. Isto significa que, na média, a cada seis horas, uma mulher sofre agressão em Ribeirão.

“A grande maioria dos agressores são reincidentes”, alerta Maria Beatriz Moura Campos, delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Ela diz que, apesar da violência, muitas vítimas acabam dando uma segunda chance para o companheiro. No final do ano passado, por exemplo, uma mulher agredida registrou aos policiais que o homem com quem vivia tinha “caráter agressivo e descontrole por álcool”.

Neste caso, o exame de corpo de delito constatou vários hematomas e escoriações na vítima, principalmente no pescoço e nuca. Recentemente, ela foi chamada à DDM para representar contra o agressor, mas não quis.

Prisão

O perdão da vítima, entretanto, não inocenta o agressor no âmbito penal. Se o exame de corpo de delito constatar a agressão, o autor responderá criminalmente e poderá pegar até três anos de prisão.

Dezenove homens foram presos em Ribeirão nos três primeiros meses deste ano por agressão a suas mulheres. Um deles aconteceu na semana passada no Jardim Aeroporto. O agressor foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP).

 

Fonte/Crédito

Vem, estamos juntas.

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É preciso ter coragem para vencer o medo, mas antes de tudo ter o apoio, união e a consciência de que isso não está certo! Agressão não é normal, brigas com tapas ou socos, não é normal! Não normalize isso, não podemos deixar que o nome “Vadia” seja mais ofensivo do que milhões de mulheres que são reduzidas à lixo, espancadas, estupradas e mortas. 

QUEBRE O SILÊNCIO. 

7 Anos de Lei Maria da Penha!

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  • (clique na imagem)

Conhecida como Lei Maria da Penha a lei número 11.340 decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006; dentre as várias mudanças promovidas pela lei está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.

A introdução da lei diz: “Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.”

O caso nº 12.051/OEA, de Maria da Penha Maia Fernandes, foi o caso homenagem à lei 11.340. Ela foi espancada de forma brutal e violenta diariamente pelo marido durante seis anos de casamento. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la, tamanho o ciúme doentio que ele sentia. Na primeira vez, com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda, por eletrocussão e afogamento. Após essa tentativa de homicídio ela tomou coragem e o denunciou. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado, para revolta de Maria com o poder público.

Em razão desse fato, o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional e o Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem), juntamente com a vítima, formalizaram uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, que é um órgão internacional responsável pelo arquivamento de comunicações decorrentes de violação desses acordos internacionais.

Essa lei foi criada com os objetivos de impedir que os homens assassinem ou batam nas suas esposas, e proteger os direitos da mulher. Segundo a relatora da lei Jandira Feghali “Lei é lei. Da mesma forma que decisão judicial não se discute e se cumpre, essa lei é para que a gente levante um estandarte dizendo: Cumpra-se! A Lei Maria da Penha é para ser cumprida. Ela não é uma lei que responde por crimes de menor potencial ofensivo. Não é uma lei que se restringe a uma agressão física. Ela é muito mais abrangente e por isso, hoje, vemos que vários tipos de violência são denunciados e as respostas da Justiça têm sido mais ágeis.

5 motivos para ir à Marcha das Vadias

Durante a divulgação da Marcha das Vadias desse ano, tem sido muito comum ouvir comentários do tipo:

“Sou a favor da marcha, mas me incomoda muito o termo vadias!”

“Eu apoio o movimento só não apoio o nome.”

“Sou a favor da marcha, mas odeio o termo vadia – acho ele opressivo, pejorativo e cheio de rótulos…”

A Marcha das Vadias existe para chamar a atenção sobre os casos de violência a que nós mulheres, somos submetidas cotidianamente. Se essa é uma marcha que se solidariza às vítimas de violência, por que raios esse nome opressivo, pejorativo e cheio de rótulos?

Acreditamos no nosso poder de ressignificar socialmente os xingamentos machistas empreendidos contra as mulheres, simplesmente porque não concordamos com eles. Para o patriarcado, nenhuma mulher é intrinsecamente pura. Essa classificação vai depender das suas atitudes, se a mulher segue à risca o que a nossa educação sexista e burguesa nos obriga: ser uma mulher respeitável, agradável, simpática, ser feminina com requintes de bom gosto, ser uma mulher prendada e que somente com estas qualidades – que por vezes podem suprimir sua essência – ela alcançaria o casamento, que deixa de ser uma opção e passa a ser uma meta a ser atingida em um prazo determinado.

Qualquer deslize e você pode ser jogada para o time das vadias. Ficou com mais de um cara em uma noite? Colocou uma saia mais curta? Bebeu “além da conta”? Pronto, ganhou a carteirinha de vadia. E não existe o meio termo “quase-vadia”. Vai ser vadia 100%. Mas se você se comportar direitinho, seguir as regras, quem sabe o tribunal sexista sentencia que agora você faz parte das mulheres decentes. “Ela mudou, tomou jeito na vida”.

A sociedade patriarcal define que a vadia é a mulher que está inteiramente disponível, não merece ser respeitada, por isso está todo o tempo sujeita a qualquer tipo de uso ou abuso — físico, sexual ou psicológico (joga pedra na Geni!).

Vamos ao nosso top five de motivos para ir à Marcha das Vadias:

Você já foi desrespeitada, ameaçada, se sentiu apavorada com uma cantada de rua (que na realidade é assédio verbal).

Você já chamou uma colega de vadia. E se você não foi chamada de vadia ainda (de forma pejorativa), pode chegar a sua vez nessa lógica perversa.

Você já foi julgada pela quantidade de caras com quem você já saiu.

Você não aguenta mais notícias diárias de assassinatos, estupros e todos os outros tipos de violência contra as mulheres.

Você quer viver em uma sociedade igualitária onde as mulheres tenham direito ao próprio corpo.

créditos